Roteiro de 8 Dias pela Patagônia Argentina (2026)

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E se a gente dissesse que é possível ficar diante de um glaciar, fazer algumas das trilhas mais icônicas do mundo e cruzar fronteiras em meio à natureza selvagem da Patagônia... tudo em apenas 8 dias?

Neste post compartilhamos nosso roteiro real de 8 dias pela Patagônia em novembro de 2024, incluindo o que mais gostamos, o que mudaríamos e como adaptar para que fique perfeito para cada viajante. Dos picos imponentes do Fitz Roy aos estrondosos desprendimentos do Perito Moreno, foi uma aventura daquelas que marcam para sempre.

Se está planejando sua primeira viagem à Patagônia ou simplesmente quer ver como aproveitamos ao máximo um tempo curto, este post é para isso.

Mapa do nosso roteiro de 8 dias pela Patagônia

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Mapa do nosso roteiro de 8 dias pela Patagônia

Resumo do nosso roteiro de 8 dias pela Patagônia

Se sonha com glaciares, trilhas épicas e vilas remotas entre montanhas, a Patagônia vai surpreender. Passamos 8 dias inesquecíveis percorrendo o sul dessa região enorme, visitando El Calafate, Torres del Paine e El Chalten, e neste roteiro contamos a rota exata que fizemos, com dicas reais, tempos de trilha, recomendações de restaurantes e lições aprendidas.

Foi nossa viagem real, sem enrolação nem planejamento irreal, simplesmente o que funcionou, o que nos surpreendeu e como aproveitamos ao máximo uma janela curta em um dos lugares mais bonitos do planeta.

Resumo rápido do roteiro de 8 dias pela Patagônia:

  • Dias 1 a 3: El Calafate
    Base para o Glaciar Perito Moreno, o passeio de barco pelo Lago Argentino e comida espetacular. Inclui o épico Minitrekking sobre o glaciar e as passarelas incríveis do parque nacional.
  • Dia 4: Bate-volta a Torres del Paine (Chile)
    Um dia longo mas super gratificante cruzando para o Chile para ver o Lago Sarmiento, o Salto Grande e o Mirador de los Cuernos. Fizemos como bate-volta, mas se tiver mais tempo, considere passar uma ou duas noites em Puerto Natales para explorar mais o parque.
  • Dia 5: Viagem até El Chalten
    Uma viagem cênica pela estepe com parada na Parrilla La Oveja Negra (uma carne incrível) e uma caminhada ao entardecer até o Mirador de los Condores e Las Aguilas.
  • Dias 6 a 8: Trilhas imperdíveis em El Chalten
    Três trilhas principais, incluindo:
    • A trilha menos conhecida mas linda do Glaciar Huemul
    • A clássica rota até a Laguna Torre
    • E a joia da coroa: Laguna de Los Tres, com uma parada adicional na Laguna Sucia e retorno pela Laguna Capri

Este roteiro é ideal para quem busca uma experiência equilibrada na Patagônia, não só para os mais aventureiros, mas também para quem ama a natureza, a boa comida e um ritmo de viagem bem pensado. Contamos como organizamos o transporte, o que faríamos de novo (e o que não), e como montar sua própria versão da viagem.

Se está planejando sua primeira viagem à Patagônia ou simplesmente quer ver o que dá para fazer em 8 dias sem correr de um lado para o outro, chegou ao lugar certo.

Dia 1 a 3: El Calafate e o Glaciar Perito Moreno

Glaciar Upsala
Glaciar Perito Moreno
Passeio de barco por todos os lagos

Da esquerda para a direita: Glaciar Upsala, Glaciar Perito Moreno e o passeio de barco pelo Lago Argentino

Pousamos em El Calafate à tarde e retiramos nosso carro alugado direto no aeroporto, super prático. Ter carro durante toda a viagem foi uma das melhores decisões que tomamos. Nos deu total liberdade para nos movermos no nosso ritmo, parar quando queríamos (especialmente para fotos!) e evitar a rigidez dos horários dos tours.

Nos hospedamos no Hotel Lar Aike, que acabou sendo uma ótima surpresa. Não é um hotel de luxo, mas era surpreendentemente acolhedor e as vistas do lago pela janela do quarto eram lindas, especialmente ao amanhecer. Foi o lugar perfeito para começar a nos aclimatarmos à Patagônia.

Naquela noite fomos ao centro e jantamos no Casimiro Bigua. É um lugar bastante popular, e entendemos o porquê: a carne estava deliciosa e o ambiente era descontraído. Ideal para a primeira noite, sem frescura mas com personalidade.

No segundo dia fizemos um passeio de barco pelo Lago Argentino que nos levou aos glaciares Upsala e Spegazzini. Estar na água, rodeados de montanhas escarpadas e enormes blocos de gelo azul, foi um daqueles momentos surreais típicos da Patagônia. Reservamos pelo GetYourGuide e decidimos não usar o traslado já que tínhamos carro, mas o tour inclui transfer desde El Calafate se não estiver de carro.

Iceberg no Lago Argentino
Iceberg no Lago Argentino
Iceberg no Lago Argentino

Icebergs no Lago Argentino

Naquela noite jantamos no Mako Fuegos y Vinos Restaurante. Para ser honestos, não foi nossa melhor experiência: o serviço deixou a desejar e a comida não nos convenceu. Pode ter sido um dia ruim, então não descartamos totalmente, mas definitivamente não foi um ponto alto da viagem.

O terceiro dia foi provavelmente o mais épico dos três. Começamos a manhã visitando as passarelas do Glaciar Perito Moreno dentro do parque nacional, e se for, dedique tempo. O sistema de trilhas é incrível. Levamos umas duas horas para percorrer a maioria dos circuitos, e paramos bastante para fotos (vai entender o porquê: os ângulos são absurdos e muitas vezes dá para ver blocos de gelo se desprendendo no lago).

Depois do passeio almoçamos no restaurante do parque, que acabou sendo aconchegante e quentinho, com comida caseira, surpreendentemente bom para estar dentro de um parque nacional. Caiu muito bem depois de um par de horas no vento.

À tarde fizemos o Minitrekking sobre o Glaciar Perito Moreno, e uau... foi tão incrível quanto parece. Caminhar sobre o gelo com crampons foi surreal: fendas azul intenso, picos gelados e aquele estalo sob os pés que não se esquece mais. Toda a experiência durou de 3 a 4 horas desde o pier, e reservamos pelo este tour no GetYourGuide. Assim como o passeio de barco, o transporte está incluído, mas decidimos ir por conta própria.

Nos tomando um whisky com gelo do glaciar, sobre o Glaciar Perito Moreno

Nós tomando um whisky com gelo do glaciar, sobre o Glaciar Perito Moreno

Fechamos o dia com jantar no Mi Viejo, que foi exatamente o que precisávamos: comida farta, ambiente aconchegante e sem frescura depois de caminhar sobre gelo.

Então sim, El Calafate começou com tudo. Entre as aventuras no glaciar, as paisagens no caminho e as noites aconchegantes, foi a forma perfeita de começar nossa viagem pela Patagônia.

Dia 4: Bate-volta a Torres del Paine desde El Calafate

Sabíamos que fazer Torres del Paine em um único dia desde El Calafate seria intenso, e sim, foi. O alarme tocou cedo demais (antes das 6h), e às 7h já estávamos a caminho com nosso tour em grupo reservado pelo GetYourGuide.

Torres del Paine desde o mirador Laguna Amarga
Mirador Lago Sarmiento
Cachoeira Salto Grande

Da esquerda para a direita: Torres del Paine desde o mirador Laguna Amarga, mirador Lago Sarmiento e a cachoeira Salto Grande

O cruzamento de fronteira foi surpreendentemente tranquilo. Só tenha o passaporte à mão e paciência: pode ter fila, mas nós passamos sem problema. Uma vez no Chile, a paisagem muda bem rápido. Fica ainda mais dramática, com vales abertos e aqueles picos recortados ao fundo que parecem saídos de um filme.

Durante o dia fizemos várias paradas para caminhadas curtas e miradores, cada uma melhor que a anterior. O Lago Sarmiento foi nossa primeira parada real para fotos: águas turquesa super tranquilas com reflexos de montanha que fazem olhar duas vezes. De lá fomos ao Salto Grande, uma caminhada curta até uma cachoeira poderosa, com muito vento e barulho. A trilha é plana mas muito exposta, então leve um corta-vento. A Patagônia não perdoa.

O momento mais épico do dia foi sem dúvida o Mirador de los Cuernos, bem na beira do Lago Nordenskjold. As cores eram de outro mundo. De lá se vê uma vista impressionante dos Cuernos del Paine (os picos pretos e cinzas do maciço), com o lago glacial brilhando lá embaixo. Sinceramente, parecia irreal, como um cartão postal. Ficamos um bom tempo simplesmente contemplando o lugar.

Os iconicos Cuernos del Paine sobre o Lago Nordenskjold, vista desde o impressionante Mirador de los Cuernos.

Os icônicos Cuernos del Paine sobre o Lago Nordenskjold, vista desde o impressionante Mirador de los Cuernos.

Já à tarde, estávamos voltando em direção à fronteira, um pouco queimados pelo vento e completamente exaustos. O retorno pareceu eterno (como sempre), e só chegamos a El Calafate depois das 21h. Foi um dia longo, sem dúvida. Mas valeu totalmente a pena.

Então... vale a pena ir a Torres del Paine em um dia?

Para nós, sim, valeu. Tínhamos o tempo justo e não queríamos perder esse lugar icônico. Mas se está montando seu roteiro pela Patagônia e tem um pouco mais de margem, honestamente recomendamos estender a estadia uns dias e passar uma ou duas noites em Puerto Natales. É a cidade mais próxima do parque, com muitas opções de hospedagem e acesso fácil a trilhas mais longas dentro do parque. Assim poderia fazer trilhas como o Mirador Base Torres ou até navegar pelo Lago Grey sem ficar destruído pela viagem.

Mesmo assim, mesmo como bate-volta de um único dia, Torres del Paine nos deslumbrou. É aquele tipo de paisagem que desperta, mesmo depois de três dias de glaciares e paisagens enormes, ainda conseguiu nos deixar de boca aberta.

Dia 5: Viagem de El Calafate a El Chalten (+ Mirador de los Condores e Las Aguilas)

Depois de encerrar nossa etapa em El Calafate, saímos rumo a El Chalten, que fica a umas 3 horas ao norte. O trajeto em si já é uma experiência: estepe infinita, picos nevados no horizonte e aquela imensidão patagônica que faz a gente se sentir pequeno da melhor forma.

El Chalten a noite
Mirador de los Condores
Mirador de las Aguilas

Da esquerda para a direita: El Chalten à noite, Mirador de los Condores e Mirador de las Aguilas

Já dissemos antes, mas repetimos: alugar um carro foi um acerto total. Poder viajar no nosso ritmo, parar onde queríamos (para fotos, para lanches, o que fosse) e não depender de horários de ônibus tornou tudo muito mais tranquilo.

No caminho, paramos para almoçar na Parrilla La Oveja Negra... e uau. Ainda sonhamos com aquele bife de chorizo, facilmente um dos melhores que comemos na Argentina. Perfeitamente selado, super macio, e acompanhado de uma taça de vinho tinto que simplesmente completou tudo. O vinho argentino nunca decepciona, mas essa combinação foi de outro nível.

Já instalados em El Chalten, queríamos esticar um pouco as pernas depois da viagem, então fizemos uma caminhada curta até o Mirador de los Condores e Las Aguilas. É uma trilha tranquila que começa atrás do centro de informações e nos levou entre 1 a 1,5 hora ida e volta, parando bastante para fotos. No topo tem vistas incríveis da vila, do vale e da cordilheira do Fitz Roy, ideal como boas-vindas à região, especialmente se for ao entardecer.

Nos hospedamos no Andino Aparts, que achamos perfeito. Os quartos eram espaçosos, muito limpos, e ter uma mini-cozinha foi um plus para preparar lanches para as trilhas. Se busca algo mais sofisticado, El Chalten tem excelentes opções: estivemos a ponto de escolher o Los Cerros del Chalten ou o Destino Sur Hotel, e ambos pareciam espetaculares. Confira mais opções de hospedagem aqui de acordo com seu estilo e orçamento.

Fechamos a noite com uma taça de vinho e preparamos as mochilas: no dia seguinte nos esperava nossa primeira grande trilha na Patagônia.

Dias 6 a 8: Trilhas imperdíveis em El Chalten

Uma vez instalados em El Chalten, dedicamos os três dias seguintes a percorrer suas trilhas mais icônicas, e sim, estiveram à altura da fama. Cada dia nos presenteou com paisagens diferentes, níveis de dificuldade variados e surpresas (principalmente na comida... sempre a comida).

Dia 6: Glaciar Huemul (com desvio ao Chorrillo del Salto)

Chorrillo del Salto
Vista do lago do Glaciar Huemul
Paisagem da trilha do Glaciar Huemul

Da esquerda para a direita: Chorrillo del Salto, vista do lago do Glaciar Huemul e paisagem da trilha

Não tínhamos planejado fazer a trilha do Glaciar Huemul, mas o anfitrião do apart hotel nos recomendou como uma trilha mais tranquila que a maioria dos turistas perde. Uma joia escondida. Fica na região do Lago del Desierto, a uma hora de carro da vila, e ter carro facilitou muito chegar lá. Sem carro, será preciso coordenar um transfer ou pegar um dos poucos ônibus que chegam até lá.

Primeiro fizemos uma parada no Chorrillo del Salto, bem na beira da estrada, muito fácil de acessar. É uma caminhada curta até uma cachoeira bonita, nada muito louco, mas serve como aquecimento e para umas boas fotos.

De lá seguimos até o Glaciar Huemul, e valeu completamente a pena. A trilha tem uns 3,5 km ida e volta, leva aproximadamente 2 horas e tem uma subida constante, dificuldade moderada. A vista do glaciar ao chegar é incrível, especialmente com o lago turquesa bem na frente. Extra: tem muito menos gente comparado com outras trilhas mais populares.

Naquela noite jantamos na Maffia Trattoria, e uau, arrasaram. Pedimos lasanha, e estava incrível. Não esperávamos encontrar uma massa assim numa cidadezinha de montanha, mas era caseira, bem feita, e com uma taça de vinho... virou uma das nossas refeições favoritas da viagem.

Dia 7: Laguna Torre

Glaciar Grande
Nos na Laguna Torre
Laguna Torre

Da esquerda para a direita: Glaciar Grande, nós na Laguna Torre e a lagoa em si

Essa é uma das trilhas clássicas de El Chalten, e com razão. A trilha até a Laguna Torre tem 18 km ida e volta e nos levou umas 6 horas, contando o tempo na lagoa. É considerada de dificuldade moderada, e concordamos: a inclinação é suave, sem trechos muito íngremes, e as vistas se abrem bem cedo no percurso. O clima colaborou, o que tornou tudo ainda melhor.

Ao voltar para a vila, nos presenteamos com um chocolate quente na La Chocolateria Josh Aike. É um lugar super aconchegante, dá para ficar uma hora fácil lá, se esquentando e relembrando a caminhada. Depois jantamos no Resto El Muro, um restaurante com clima de comida caseira patagônica. O goulash estava espetacular e o atendimento foi dos melhores.

Dia 8: Laguna de Los Tres via Senda El Pilar + Laguna Capri

Laguna de Los Tres completamente congelada
Vista da trilha ate Laguna de Los Tres
Laguna Sucia, joia escondida

Da esquerda para a direita: Laguna de Los Tres completamente congelada, vista da trilha e Laguna Sucia, uma joia escondida

Essa foi a grande trilha, e fez jus à reputação. Reservamos um transfer até o início da trilha Senda El Pilar, o que nos permitiu fazer o percurso completo em formato circular. Começar por El Pilar é uma ótima escolha: tem vistas de glaciares desde cedo, especialmente do Piedra Blanca e do Cerro Madsen, e a trilha está bem tranquila de manhã.

O caminho é amigável quase o tempo todo, até chegar ao último quilômetro antes da Laguna de Los Tres. Esse trecho final é íngreme, pedregoso e puxado, com algumas subidas e curvas apertadas. Foi quando agradecemos por ter levado bons calçados de trekking e bastões, super recomendáveis.

No topo, a vista sobre Laguna de Los Tres é impressionante. Mas não pare por aí: quase pulamos o desvio curto até a Laguna Sucia, mas ainda bem que fomos. Fica logo ali adiante e oferece uma vista espetacular de outra lagoa glacial, mais profunda em cor e igualmente linda.

Laguna Capri

Laguna Capri

No retorno, a trilha passa pela Laguna Capri, que é linda e tranquila. Se ainda sobrar energia, é um ótimo lugar para fazer a última pausa antes da descida.

Fechamos a viagem com jantar no Merino, onde comemos um cordeiro espetacular, macio, saboroso e cozido na perfeição.

Dicas para fazer trilhas em El Chalten:

  • Comece cedo: Especialmente para Laguna de Los Tres. Evita as multidões e tem melhor luz para as fotos.
  • Vista-se em camadas: O clima muda muito rápido. Mesmo em dias ensolarados, pode fazer frio e vento lá em cima.
  • Bastões e bons calçados: Os trechos íngremes vão exigir bastante.
  • Mapas offline: Usamos o AllTrails para tudo, super útil para ver o perfil da trilha e quanto falta.

Quer se aprofundar? Aqui está nosso guia completo das melhores trilhas em El Chalten com detalhes de rota, mapas e dicas.

Reflexões finais e dicas para planejar seu roteiro pela Patagônia

Oito dias na Patagônia passam voando, mas se planejar bem, é tempo suficiente para ver glaciares, caminhar por vales imponentes e comer alguns dos melhores bifes (e massas?) da sua vida. Olhando em retrospectiva, ficamos felizes por não termos tentado complicar demais. Focamos em alguns destinos-chave, El Calafate, Torres del Paine e El Chalten, e isso nos deu a mistura perfeita entre variedade e tranquilidade, sem o caos de estar fazendo e desfazendo malas todo dia.

Se está montando seu próprio roteiro pela Patagônia, aqui vão algumas coisas que gostariam de ter sabido desde o início:

Não tente fazer tudo

É tentador querer encaixar Bariloche, Ushuaia e o W Trek tudo junto, mas a Patagônia é enorme, e se deslocar entre destinos leva tempo. Escolha alguns pontos-chave e explore a fundo. Para nós, focar no circuito da Patagônia sul (Calafate, Torres del Paine e Chalten) nos permitiu viver momentos reais e profundos, em vez de só riscar lugares da lista.

Ter carro fez uma grande diferença

Sabemos que nem todo mundo quer dirigir, mas de verdade, ter nosso próprio carro nos deu total liberdade. Conseguimos sair cedo para as trilhas, parar para fotos, visitar lugares menos turísticos como o Glaciar Huemul e evitar os horários fixos dos tours. Mesmo assim, se não quiser dirigir, há muitas excursões (como Torres del Paine e o Minitrekking no Perito Moreno) que incluem transporte completo.

O equipamento importa, especialmente o calçado

Boas botas e bastões de trekking nos salvaram, especialmente na Laguna de Los Tres. Além disso, o clima muda em um segundo, então leve roupas em camadas. Mesmo que na vila pareça primavera, nos miradores pode fazer vento e muito frio.

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Comece as trilhas cedo

Sabemos, ninguém quer colocar o despertador nas férias. Mas chegar cedo nas trilhas significa temperaturas mais agradáveis, menos gente e, muitas vezes, céu mais limpo (o clima tende a mudar à tarde). Além disso, dá margem para descansar ou fazer desvios como o da Laguna Sucia.

Cidades pequenas, comida incrível

Desde o cordeiro que desmanchava no Merino, até a lasanha na Maffia Trattoria e os pratos fartos do El Muro, El Chalten nos surpreendeu de verdade com sua proposta gastronômica. E El Calafate não fica atrás. Não pule as churrascarias locais, e diga sempre sim ao vinho.

Mudaríamos algo?

A verdade, muito pouco. Se tivéssemos mais alguns dias, talvez tivéssemos ficado em Puerto Natales para explorar mais tranquilamente Torres del Paine, sem tanta viagem de ida e volta. Mas para uma viagem de 8 dias, esse roteiro nos deu tudo o que buscávamos: glaciares, lagos, trilhas épicas, boa comida e muitíssimos momentos wow.

A Patagônia coloca à prova suas pernas, seu equipamento corta-vento e seu estoque de lanches... mas deixa memórias para a vida toda. E se ainda está em dúvida, simplesmente vá. Não vai se arrepender.

Conclusao

Seja buscando trilhas épicas, paisagens de tirar o fôlego ou uma provinha da Patagônia argentina e chilena, este roteiro de 8 dias tem um pouco de tudo. Esperamos que este guia ajude a planejar sua viagem ou que inspire a colocar a Patagônia na lista de destinos dos sonhos. Tem dúvidas ou quer ajuda para montar seu roteiro? Deixe um comentário ou escreva para nós, estamos sempre felizes em compartilhar!

Perguntas frequentes: como planejar uma viagem de 8 dias pela Patagônia

8 dias são suficientes para visitar a Patagônia?

Sim, 8 dias são suficientes para ver alguns dos lugares mais icônicos da Patagônia, como o Glaciar Perito Moreno, Torres del Paine e as principais trilhas em El Chalten. Não dá para ver tudo (é uma região enorme), mas com um bom planejamento, é mais que suficiente para uma viagem variada e inesquecível.

É possível visitar Torres del Paine em um bate-volta desde El Calafate?

Sim, é possível! Nós fizemos isso. É um dia longo, mas totalmente viável. O tour inclui saída cedo pela manhã, cruzamento de fronteira, várias paradas cênicas dentro do Parque Nacional Torres del Paine e retorno à noite. Se tiver mais tempo, considere passar uma noite em Puerto Natales para uma visita mais tranquila.

Preciso estar em ótima forma física para fazer trilhas em El Chalten?

De jeito nenhum. Embora trilhas como Laguna de Los Tres sejam puxadas, a maioria das trilhas em El Chalten está bem sinalizada e pode ser feita com um nível básico de condicionamento físico. Trilhas como Laguna Torre e o Mirador de los Condores são excelentes opções para caminhantes de nível intermediário. Vá no seu ritmo, use bons calçados e leve roupas em camadas.

Vale a pena alugar um carro ou é melhor usar ônibus e tours na Patagônia?

Se estiver confortável dirigindo, recomendamos alugar um carro. Nos deu muito mais flexibilidade, conseguimos sair cedo para as trilhas e visitar lugares menos conhecidos como o Glaciar Huemul. Dito isso, se não quiser dirigir, a maioria das experiências importantes pode ser reservada com transporte incluído.

Como é o clima na Patagônia em novembro?

Novembro é final de primavera na Patagônia, então terá clima mais ameno, dias mais longos e menos turistas do que no verão (dezembro a fevereiro). Mesmo assim, o clima muda muito rápido, pode estar ensolarado em um minuto e nevando no seguinte. Vista-se em camadas e sempre leve um corta-vento.

É caro viajar para a Patagônia?

Pode ser, mas depende do estilo de viagem. As entradas dos parques, passeios guiados e comer em cidades turísticas como El Chalten podem pesar. Mas dá para equilibrar fazendo trilhas por conta própria, comprando em mercados locais e escolhendo hospedagens intermediárias.

Como é a comida em El Calafate e El Chalten?

Muito melhor do que esperávamos! Desde cordeiro patagônico suculento até massas caseiras e chocolate artesanal, as duas cidades têm uma cena gastronômica surpreendentemente boa. Churrascarias locais, comida caseira e cafés aconchegantes são fáceis de encontrar, e o Malbec nunca falta.