Roteiro de 2 Semanas pelo Oeste do Canadá de Motorhome
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Dizem que a viagem é tão importante quanto o destino, e depois desta aventura, não poderíamos concordar mais. 🚐🌲 Com mais de 2.500 quilômetros de montanhas, cachoeiras, lagos glaciais e campings cênicos percorridos, este roteiro de 2 semanas de motorhome pelo oeste do Canadá se tornou uma das nossas aventuras mais inesquecíveis.
Desde cruzar de ferry para as praias selvagens de Tofino até percorrer as paisagens dramáticas da Icefields Parkway, e brindar com vinho no Vale de Okanagan no nosso retorno a Vancouver, esta rota combina ícones imperdíveis com joias escondidas.
Seja planejando a primeira viagem de motorhome ou buscando levar suas road trips no Canadá a outro nível, aqui contamos tudo o que fizemos (e que sem dúvida faríamos de novo).
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Mapa da nossa road trip de 2 semanas de motorhome pelo oeste do Canadá
Prefere um guia prático, com paradas dia a dia, campings sugeridos e dicas logísticas? Então não perca nosso Roteiro de 2 semanas de motorhome pelo oeste do Canadá.
🗺️ Resumo da nossa rota de 2 semanas de motorhome pelo oeste do Canadá
Planejamos esta viagem durante meses, e mesmo assim ela conseguiu nos surpreender. Mais de 3.000 km em duas semanas, fazendo um circuito de Vancouver a Tofino, atravessando as Montanhas Rochosas canadenses e voltando. Montanhas, cachoeiras, vistas do oceano e até vinícolas: este roteiro teve um pouco de tudo.
Vista do quarto no Middle Beach Lodge
Começamos alugando um carro em Vancouver e nos dirigimos a Tofino. Embora motorhomes sejam permitidos nos ferries da BC, como iniciantes preferimos não enfrentar as estradas da ilha de cara. Além disso, tínhamos de olho uma estadia dos sonhos no Middle Beach Lodge, e sinceramente, foi uma das experiências de hospedagem mais memoráveis que já tivemos. Acordar com o som das ondas quebrando abaixo da janela foi um momento que vamos levar para sempre conosco.
Depois de uns dias explorando praias e trilhas na selva de Vancouver Island, voltamos a Vancouver, devolvemos o carro e pegamos nosso motorhome para iniciar oficialmente a viagem. O circuito nos levou por Whistler → Clearwater → Jasper → Banff → Golden → Revelstoke → o Vale de Okanagan → e de volta a Vancouver.
O final de maio se mostrou uma época fantástica. A maioria das estradas e trilhas estava aberta, incluindo a Icefields Parkway, e aproveitamos manhãs frescas, tardes ensolaradas e um toquezinho de neve nas montanhas que nos lembrava onde estávamos. Porém, ser temporada baixa não significa que se pode improvisar: se planeja acampar nos parques nacionais, reserve assim que abrirem as reservas aqui. Nós fizemos isso e foi fundamental. Cada parque abre em datas diferentes, então colocamos lembretes no calendário para cada um e reservamos assim que liberaram as vagas. Os campings esgotam em minutos.
Cada parada do percurso teve seu charme. Whistler nos recebeu com seu ambiente de aldeia alpina, enquanto Clearwater nos surpreendeu com cachoeiras imponentes. Depois vieram as Rochosas: Jasper e Banff, onde passamos a maior parte do tempo de trilha. Em Jasper percorremos o Maligne Canyon, subimos até o cume de Bald Hills e relaxamos em águas termais depois do Sulphur Skyline Trail. Até tínhamos ingressos para o passeio de barco pelo Maligne Lake, mas o lago ainda estava congelado (25 de maio) e tiveram que cancelar. Pelo que dizem, normalmente já está descongelado para essa data: simplesmente tivemos azar.
Após deixar as Rochosas, passamos por Golden e Revelstoke, para depois chegar a Kelowna e encerrar a viagem com uns dias ensolarados no Vale de Okanagan. Brindar com vinho local de frente para o lago, ao lado do nosso motorhome? Não me ocorre forma melhor de terminar uma road trip de 2 semanas.
Se está planejando algo parecido, esta rota é ouro. É intensa mas viável, especialmente com boa organização, e a recompensa em paisagens, natureza e campings tranquilos vale totalmente. Porém, não esqueça de levar roupas em camadas, um bom kit de café e ter o calendário de reservas à mão.
⛴️ Dias 1 a 4: Vancouver e Tofino (de ferry + Nanaimo)
Começamos nossa viagem de uma forma um pouco diferente: antes de subir no motorhome, alugamos um carro e passamos uns dias explorando Vancouver e Vancouver Island. Embora motorhomes sejam permitidos nos ferries da BC, como ainda não éramos motoristas experientes, pensamos que seria mais fácil (e muito menos estressante) começar aos poucos. Além disso, tínhamos de olho um lodge de frente para o mar em Tofino que acabou sendo uma das melhores estadias de hotel que já tivemos. Acordar com o som das ondas entrando pela janela aberta? Incrível.
🏙️ Dia 1 – Explorando Vancouver a pé (e de bicicleta)
Vistas lindas e cultura por Vancouver, do Queen Elizabeth Park ao Stanley Park.
Depois de trocar de hotel cedinho, começamos o dia com uma jornada completa de exploração urbana. Percorremos de bicicleta todo o circuito ao redor do Stanley Park, passando pela marina, as praias e os totens, com vistas que nunca paravam de surpreender. Tomamos café da manhã perto do parque, caminhamos pelo Canada Place, exploramos Gastown e almoçamos em um lugar local muito concorrido com boa cerveja e vistas da cidade.
Mais tarde tentamos visitar o Queen Elizabeth Park, mas o tempo ficou apertado com o horário limite para pegar o carro alugado. Um Uber, um pouco de caos urbano e uma confusão no aluguel depois, acabamos com uma Kia Carnival no lugar do veículo original. Não era exatamente o plano, mas funcionou, e o melhor foi que conhecemos outro viajante que também ia rumo a Tofino enquanto esperávamos nossos carros.
🌊 Dia 2 – Travessia de ferry + rota panorâmica até Tofino
Pores do sol, costas escarpadas e o famoso avião no Bomber Trail perto de Tofino.
Na manhã seguinte, pegamos o ferry de Horseshoe Bay para Nanaimo. Era nossa primeira vez colocando um carro em um ferry, e na verdade foi muito mais simples do que esperávamos. As vistas do convés eram lindas: pequenas ilhas, colinas cobertas de floresta e aquela brisa marinha que faz esquecer que tecnicamente ainda se está seguindo um roteiro.
Ao chegar em Nanaimo, começou a estrada para Tofino, e é, sem dúvida, uma das rotas mais bonitas de toda a viagem. Fizemos paradas em Little Qualicum Falls, Cathedral Grove (onde as árvores fazem a gente se sentir minúsculo) e Wally Creek, um cantinho tranquilo junto ao rio perfeito para descansar. Por volta das 18h chegamos ao nosso hotel em Tofino, quarto com vista para o mar, pôr do sol, o combo completo. Foi tudo o que tínhamos sonhado.
🌲 Dia 3 – Trilhas, praias e aventuras em Ucluelet
Curtindo as vistas do oceano, pores do sol e momentos aconchegantes no Middle Beach Lodge.
Este foi nosso dia completo na ilha, e aproveitamos ao máximo. Começamos com a trilha até o Cox Bay Lookout, uma subida íngreme mas super gratificante com vista para toda a costa. Mais tarde fizemos o Bomber Trail, que atravessa uma floresta densa e termina nos restos de um avião da Segunda Guerra Mundial. Um lugar inquietante, bonito e muito cinematográfico.
À tarde dirigimos até Ucluelet para almoçar e caminhar pelo Lighthouse Loop, uma trilha que acompanha a costa rochosa e que parece muito mais remota do que se imaginaria estando tão perto da cidade. Também exploramos mais algumas praias antes de voltar a Tofino para jantar. Naquela noite dormimos com as janelas entreabertas e o som das ondas ao fundo, um dos grandes momentos da viagem.
🚗 Dia 4 – Retorno a Vancouver + Granville Island
Explorando as florestas exuberantes, rios e cachoeiras de Vancouver Island.
Depois de um café da manhã cedo, cruzamos novamente a ilha. Quase paramos na Giant Cedar Trail, mas ao ver os avisos de ursos recentes decidimos seguir, talvez nervos de iniciantes, mas não queríamos arriscar.
Já em Vancouver, devolvemos o carro e caminhamos até a Granville Island, cruzando False Creek em um pequeno Aquabus. Passeamos pelo mercado, vimos um show de rua e terminamos o dia assistindo aos Canucks em um jogo de playoffs que foi de tirar o fôlego. A energia era incrível, embora tenham perdido.
A manhã seguinte? Hora de pegar o motorhome. Hora de ativar o modo montanha.
🏔️ Dias 5 a 6: Whistler e a Sea to Sky Highway
O dia 5 foi quando tudo ficou sério. Pegamos o motorhome pela manhã e oficialmente começou nossa road trip pelo oeste do Canadá. Após uma parada rápida no Tim Hortons (obrigatório), nos encontramos com o dono do motorhome, fizemos o tour de entrega e saímos para a estrada. Primeiras impressões? Dirigir um motorhome pelo centro de Vancouver na hora do rush não é para cardíacos. Entre ajustar os espelhos e desviar de carros estacionados, foi um começo bastante intenso, mas bom, a gente aprende rápido.
Fora da cidade, o trânsito acalmou e as vistas começaram a ficar boas. Nossa primeira parada foi o Sea to Sky Gondola em Squamish, que nos deixava muito entusiasmados. Infelizmente, as nuvens tinham outros planos. A gôndola nos levou direto para uma parede densa de neblina: a visibilidade era basicamente zero. Era como flutuar dentro de um marshmallow. Mesmo assim, aproveitamos para almoçar uns sanduíches de pulled pork no topo e compramos um souvenir de gôndola que, sinceramente, não precisávamos (mas entrou mesmo assim).
Antes de seguir para o norte, nos abastecemos num Save-On-Foods na cidade e carregamos o motorhome com o essencial, exceto Hot Pockets, que tristemente não encontramos em lugar nenhum. Na estrada para Whistler, fizemos uma parada em Brandywine Falls, um desvio curto mas impressionante. É uma caminhada fácil e a recompensa é enorme: uma cachoeira estrondosa em um cânion dramático.
Nessa noite nos hospedamos no Riverside, nosso camping em Whistler, tomamos um banho para aliviar o estresse do dia e jantamos umas comidas congeladas no motorhome. Nada glamoroso, mas depois do dia que tivemos, soube muito bem.
Na manhã seguinte começamos mais tranquilos, com um café da manhã relaxado no motorhome: frutas, iogurte e café com creme demais (sem arrependimentos). Inicialmente planejávamos fazer a trilha do Wedgemount Lake, mas as condições não pareciam boas, então mudamos de plano e fomos para Joffre Lakes. O resultado? A melhor decisão.
Admirando a beleza congelada do Joffre Lakes Provincial Park no final da primavera.
Chegamos por volta do meio-dia com sanduíches preparados, e a trilha nos deixou sem palavras. O primeiro lago parece saído de um cartão-postal: turquesa brilhante, cercado de floresta e montanhas nevadas. Almoçamos ali até que uma gangue de pássaros famintos tentou roubar nossa comida (RIP um dos sanduíches). O segundo lago era igualmente espetacular. No total, a trilha nos tomou umas cinco horas ida e volta, com muitas pausas para fotos.
Depois da trilha, passamos a tarde passeando pelo Whistler Village, comprando ímãs, vendo os aros olímpicos e jantando em um restaurante italiano chamado The Old Spaghetti Factory. Pedi frango à parmegiana com uma taça de vinho tinto da casa, perfeito.
Mas a noite não terminou aí. De volta ao camping, algo parecia... estranho. Enquanto esperávamos para tomar banho, notei uma mulher rondando com o celular na mão, bem suspeita. Acontece que não estava sozinha: outras pessoas também olhavam na mesma direção. Uns minutos depois, apareceu um urso saindo de uns arbustos.
Mantivemos distância, observamos de um lugar seguro e, honestamente, foi surreal. Nosso primeiro avistamento de urso da viagem. E sim, teve alguém que mesmo assim se aproximou com o celular na mão. Canadá, senhores.
🌊 Dia 7: Cachoeiras e parada cênica em Clearwater
Vistas épicas sobre Seton Lake e as estradas curvas perto de Lillooet.
Saímos cedo de Whistler rumo a um dos trechos mais longos da viagem, destino: Clearwater, a base para explorar o Parque Provincial Wells Gray. Primeira parada: um pequeno desvio até o Seton Lake Lookout, uma trilha curta com uma recompensa enorme: vistas panorâmicas da estrada serpenteando ao redor de águas turquesas e montanhas. Estávamos um pouco nervosos pelos relatos recentes de ursos, mas tudo ficou tranquilo.
O caminho até Clearwater nos levou por pequenas cidades como D'Arcy e Rayleigh, com uma parada para reabastecer em Kamloops (olá, Walmart). Sanduíches de atum nos mantiveram alimentados na estrada, nível de lanches: aprovado.
Depois de nos registrarmos no Dutch Lake Resort, um camping completo e muito tranquilo, fomos direto para Wells Gray. Queríamos ver várias cachoeiras, mas o tempo só nos permitiu visitar as Spahats Falls, que foi mais que suficiente. O mirante é épico: um cânion profundo, uma queda d'água estrondosa e um cenário de floresta densa.
De volta ao camping, cozinhamos salsichas no fogão de propano e jantamos debaixo das árvores. Fechamos o dia com uma fatia de cheesecake de Toblerone, que soava melhor do que estava, mas bom, às vezes acontece.
🌲 Dias 8 a 10: Explorando o Parque Nacional Jasper
Avistamento de vida selvagem, lagos icônicos e vistas impressionantes no Parque Nacional Jasper.
Após uma longa viagem desde Clearwater, cruzamos oficialmente para Alberta, e também mudamos de fuso horário, coisa que completamente esquecemos. Então quando pensamos que tínhamos chegado uma hora mais cedo para subir no Jasper SkyTram, na verdade chegamos em cima da hora. Um pouco de correria, mas subimos direto para a montanha quase sem pausa.
O SkyTram nos presenteou com vistas espetaculares do vale de Athabasca, e até caminhamos até o cume do Mount Whistler, não chegamos até o topo, mas o suficiente para deslizar morro abaixo na neve. Almoçamos no café do cume com batatas fritas, cervejas geladas e, tristemente, sem maionese. Depois visitamos Athabasca Falls e Sunwapta Falls, ambas cachoeiras dramáticas e de fácil acesso na rota de volta ao vilarejo.
Nos hospedamos no Whistlers Campground, uma base excelente para explorar o parque, e fechamos a noite jogando cartas e cozinhando pizzas caseiras (nossos "falsos Hot Pockets") no motorhome.
No dia seguinte tínhamos reservado o passeio de barco pelo Maligne Lake, mas o lago ainda estava congelado (sim, mesmo em 25 de maio). Então improvisamos e tentamos a trilha de Bald Hills. Má ideia. Muita neve profunda, chuva e trovões ao longe nos obrigaram a desistir. Foi um daqueles momentos de "diversão tipo 2".
Almoçamos em uma cabana pequena junto ao lago, onde acidentalmente acabamos com dois waffles de sobremesa e mal meio prato principal. Caótico, mas reconfortante daquela maneira especial das road trips. Depois, pulamos o Maligne Canyon Loop e simplesmente paramos no mirante antes de voltar ao motorhome para nos aquecer e tomar banho.
Para jantar no Jasper Village tivemos que percorrer vários restaurantes até finalmente conseguir lugar na Jasper Brewing Company, onde comemos costelas, mac & cheese gratinado e provamos cervejas ótimas (a de framboesa e baunilha, uma descoberta). De bônus, playoffs da NHL na telona.
Caminhando entre os coloridos lagos do Valley of the Five Lakes no Parque Nacional Jasper.
Nosso último dia em Jasper começou com a tranquila trilha do Valley of the Five Lakes, fácil, cênica e surpreendentemente variada. O Lago #5 é simplesmente impressionante. Depois aumentamos a intensidade com o Sulphur Skyline, uma das trilhas mais duras mas também mais gratificantes da viagem. Os últimos 300 metros foram pura neve, mas as vistas do cume compensaram tudo. Celebramos mergulhando nas Miette Hot Springs, logo ao lado do início da trilha.
Chegando ao cume nevado do Sulphur Skyline Trail com vistas incríveis do Parque Nacional Jasper.
De volta ao camping, grelhamos hambúrgueres enquanto desviávamos de cervos curiosos, abrimos umas cervejas geladas e vimos o sol se esconder atrás das árvores. Três dias completos em Jasper, e cada um foi único.
🏞️ Dias 11 a 13: Parque Nacional Banff e Lake Louise
Saímos cedo de Jasper rumo ao nosso tour de aventura pelo glaciar Athabasca, fazendo uma breve parada em Tangle Creek Falls, uma cachoeira à beira da estrada ideal para esticar as pernas. O tour incluiu um traslado até um enorme "ice explorer" com rodas gigantes que nos levou sobre o glaciar para uma curta caminhada. Foi bom pisar sobre o Columbia Icefield, embora se já visitou o Perito Moreno, é difícil não comparar. Depois fomos ao Glacier Skywalk, uma passarela de vidro sobre um cânion. Divertido, mas não essencial.
Descobrindo as maravilhas geladas do Columbia Icefield e o impressionante Peyto Lake.
De lá, seguimos rumo a Banff, parando em vários pontos panorâmicos ao longo da Icefields Parkway:
- Panther Falls – trilha curta e sanduíche de atum em frente à cachoeira
- Big Bend Peak – curva dramática na estrada com vistas épicas de montanhas
- Saskatchewan River Crossing – abastecimento + conversa com o funcionário mais simpático
- Mistaya Canyon – trilha breve sobre neve até um cânion oculto
- Peyto Lake – ainda praticamente congelado, mas impressionante
- Bow Lake – parada rápida para jogar pedrinhas e curtir o silêncio
Chegamos ao Tunnel Mountain Trailer Court por volta das 19h30, cansados mas felizes. Nessa noite cozinhamos peixe no forno com batatas e brindamos com Baileys na mesa. Simples e aconchegante.
Na manhã seguinte, originalmente planejávamos fazer o Johnston Canyon, mas mudamos de plano: estacionamos o motorhome perto da estação de trem e saímos para caminhar. Nossa ideia era subir o Tunnel Mountain Summit, mas um casal que descia nos alertou sobre alces agressivos na área, e um guarda-parques tinha fechado a trilha. Então mudamos de rota e caminhamos pelo Bow River Trail, começando perto do Fairmont Banff Springs e terminando na passarela do vilarejo, tranquilo e com vistas lindas.
Almoçamos no Farm & Fire, onde o garçom nos perguntou se estávamos contentes com o Bielsa, era fã do Leeds United. (10/10 conversa de mesa.) Pedi o mac & cheese com bacon, zero arrependimentos.
À tarde pegamos o Roam Transit até o Lake Minnewanka para fazer um passeio de barco. Os guias foram ótimos, cheios de curiosidades, e até vimos uma águia careca sobrevoando o lago. Depois seguimos para a Banff Gondola.
Admirando Banff das alturas e vendo o icônico hotel Fairmont Banff Springs.
As vistas foram muito melhores que em Whistler, e caminhamos por toda a passarela até a antiga estação cósmica. Na volta, pegamos chuva, mas honestamente isso fez o jantar posterior ficar ainda mais aconchegante. Jantamos no Northern Lights Alpine Kitchen, um restaurante estilo buffet com janelas panorâmicas e ambiente quentinho.
O Dia 13 começou com calma, saindo só por volta das 10 depois de um descanso muito bom. Tomamos café no Tim Hortons (combo clássico: sanduíche de biscoito, hash brown e Boston Cream) e depois passeamos pela Banff Avenue comprando souvenirs e figurinhas. Até nos deparamos com uma feira de produtores locais, com um violonista tocando melodias tranquilas. Foi a forma perfeita de nos despedirmos de Banff.
Almoçamos no Bluebird Wood-Fired Steakhouse, estávamos com vontade de fondue, mas só é servido no jantar. Mesmo assim, o sanduíche de carne braseada, o rosé da casa e as soufflé pancakes mais que compensaram.
Contemplando a beleza icônica do Lake Louise.
Depois de uma parada rápida para comprar mantimentos, seguimos para o Lake Louise, onde nos hospedamos no camping Lake Louise Hard-sided, nosso segundo camping em Banff, e sim, nos aventuramos a levar o motorhome até o próprio lago. O estacionamento custou 37 CAD, mas valeu a pena para evitar o traslado de duas horas de shuttle. O lago estava quase totalmente congelado, mas tinha uma beleza selvagem e melancólica. Enquanto estávamos lá, caiu uma tempestade de neve, para final de maio, foi toda uma surpresa mágica.
Encerramos o dia com banhos quentes (ou melhor, frios) e outro jantar clássico de motorhome: salgadinhos congelados, frango e umas bebidas enquanto jogávamos jogos de mesa. Foi uma daquelas noites que capturam o coração de uma road trip: cansados, felizes e um pouco cobertos de neve.
🍷 Dias 14 a 16: Golden, Revelstoke e o Vale de Okanagan
Uma parada tranquila no impressionante Emerald Lake no Parque Nacional Yoho.
Começamos o Dia 14 com uma visita matinal ao Emerald Lake, absolutamente lindo. Pulamos a trilha longa por causa de um joelho dolorido e optamos por tomar café da manhã no lodge. O buffet foi uma surpresa: comida boa, vistas incríveis e apenas $25 CAD.
A parada seguinte foi o Natural Bridge, onde o rio abre caminho sob formações rochosas afiadas, trilha curta, grande recompensa. De lá, dirigimos até Golden, mas tivemos um pequeno contratempo com o camping reservado (fechado até as 16h). Então fomos ao Golden Skybridge para matar o tempo.
Almoçamos frango frito, nachos e batatas fritas, já um clássico a essa altura, e depois cruzamos a ponte suspensa e experimentamos algumas atividades do parque. O circuito de equilíbrio entre árvores foi divertido (e assustador), e o arremesso de machado + escalada adicionaram boa variedade. Nessa noite, finalmente fizemos o check-in no camping, relaxamos e cozinhamos hot dogs para o jantar.
Explorando paradas curiosas e vistas épicas entre Revelstoke e Golden.
O Dia 15 nos levou a Revelstoke, com uma parada rápida no Hemlock Grove Boardwalk, um passeio curto e silencioso pela floresta. Outra trilha estava fechada, então seguimos até o vilarejo e começamos pelo Museu Ferroviário. Foi interessante, mas muito carregado de informação, ideal para percorrer de forma leve. Almoçamos pizza de forno a lenha, que foi um acerto total.
À tarde, dirigimos pelo Meadows in the Sky Parkway, uma estrada de montanha cênica com vários mirantes e uma curta trilha até uma ponte meio destruída (curiosamente satisfatório). Nessa noite nos hospedamos no camping Snowforest, preparamos mac & cheese de caixa e relaxamos com uma cerveja gelada.
O Dia 16 começou em uma feira de produtores no centro, com uma pequena exposição de carros e música ao vivo. No caminho para o Vale de Okanagan, paramos no Three Valley Gap Ghost Town, uma enorme e surpreendente coleção de prédios históricos e antiguidades. Duas horas não bastaram, merecia muito mais tempo.
Chegamos ao nosso camping reservado bem a tempo para o traslado do tour de vinhos, reservamos este tour e recomendaríamos 100%. O tour nos levou a quatro vinícolas do Vale de Okanagan, cada uma com seu estilo próprio. Crowns and Thieves se destacou pelo storytelling e ambientação, guias super divertidos e excelentes degustações. Compramos uma garrafa lá, além de queijo e petiscos em Volcanic Hills, e até trouxemos uma rolha de lembrança.
Curtindo uma taça de vinho local com vistas sobre o lago Okanagan.
De volta ao camping, grelhamos um pouco de carne, abrimos o vinho e curtimos uma última noite tranquila junto à fogueira, cansados, felizes e completamente apaixonados por todo esse circuito.
🧭 Dicas para planejar uma viagem de motorhome pelo oeste do Canadá
Se está pensando em planejar seu próprio roteiro de motorhome pelo oeste do Canadá, aqui ficam algumas lições que aprendemos no caminho, algumas de forma fácil, outras... nem tanto.
🌤️ Quando ir: por que final de maio foi quase perfeito
Nós fizemos a viagem no final de maio e, sinceramente, repetiríamos sem pensar duas vezes. As estradas estavam livres, os campings recém-abriam, as trilhas estavam (quase todas) acessíveis e ainda não havia multidões de alta temporada, o que significou menos gente e mais flexibilidade. Porém, nos deparamos com alguns imprevistos de primavera: o passeio de barco pelo Maligne Lake foi cancelado por gelo e várias trilhas de altitude ainda estavam cobertas de neve. Se quiser garantir fazer tudo, talvez início de junho seja mais seguro. Mas para um bom equilíbrio entre clima, acessibilidade e disponibilidade, o final de maio foi quase perfeito.
🚐 Aluguel de motorhome + dicas de campings
Alugamos nosso motorhome pela RVezy, e foi uma ótima experiência: muitas opções, comunicação direta com o dono e muito mais econômico que as grandes empresas de aluguel. Se for a primeira vez, certifique-se de estar confortável dirigindo um veículo grande, especialmente em cidades ou estradas de camping apertadas (falamos por experiência 🫠).
Ficamos principalmente em campings com serviços completos, que embora exijam um pouco mais de planejamento, facilitam tudo: chuveiros, estações de esvaziamento, conexões elétricas, tudo o necessário. Os campings de parques nacionais abrem reservas com meses de antecedência, e recomendamos reservar assim que abrirem. Sério: cada parque abre em datas diferentes e algumas vagas esgotam em minutos, então coloque lembretes no calendário.
Também escrevemos um guia completo para planejar uma viagem de motorhome para quem está começando.
🏔️ Altitude, clima e condições das estradas
Esta não é uma road trip qualquer: estará cruzando passagens de montanha, vales glaciais e estradas estreitas de duas faixas. Há trechos com zero sinal de celular e os postos de gasolina podem estar bastante distantes, então abasteça sempre que puder. O clima muda rápido nas montanhas: nós passamos de camiseta no Okanagan a tempestade de neve em Lake Louise em questão de dias.
Leve roupas em camadas, equipamento de chuva e nunca dê como certo que vai fazer calor só porque é primavera. E também: não esqueça o spray para ursos (que às vezes é surpreendentemente difícil de encontrar em certas cidades).
📅 Planeje com inteligência, mas deixe espaço para improvisar
Há partes desta viagem que precisam ser reservadas com antecedência, como o aluguel do motorhome, os campings de parques nacionais e tours imperdíveis (como esta degustação de vinhos no Okanagan). Mas deixe brechas no roteiro para mudanças, dias mais relaxados ou para trocar uma trilha por outra se o clima ou a energia não acompanharem.
O oeste do Canadá recompensa a flexibilidade. Alguns dos nossos melhores momentos surgiram de desvios, descobertas espontâneas de restaurantes ou simplesmente de parar porque um lago estava incrível. Planeje bem, mas mantenha a mente aberta, essa é a verdadeira magia de viajar de motorhome.
🎁 Conclusão: o que repetiríamos (e o que talvez pularíamos)
Esta rota de 2 semanas nos presenteou com vistas de glaciares, trilhas por montanhas, pores do sol na costa e taças de vinho à beira do lago. Faríamos de novo? Sem dúvida, embora talvez dedicássemos mais tempo às Rochosas. Se está pensando em planejar sua própria aventura de motorhome pelo oeste do Canadá, esperamos que este roteiro dê a confiança (e a inspiração!) para sair para a estrada.
Boa viagem, e não esqueça o spray para ursos! 🐻
Perguntas frequentes
Qual é a melhor época para fazer uma road trip de motorhome pelo oeste do Canadá?
Nós fizemos a viagem no final de maio, uma época ideal com estradas livres e menos turistas, embora algumas atrações de maior altitude (como o Maligne Lake) ainda estivessem congeladas. No início de junho o clima costuma melhorar, sem ainda chegar às multidões do verão.
Com quanta antecedência devo reservar os campings para motorhome no Canadá?
Reserve os campings em parques nacionais assim que abrirem as reservas, já que os lugares mais populares esgotam em minutos. Cada parque abre em datas diferentes, então recomendamos colocar lembretes no calendário para cada um que quiser visitar.
É difícil dirigir um motorhome nas Montanhas Rochosas canadenses?
Alguns trechos de montanha podem ser desafiadores, mas com direção prudente são totalmente manejáveis. Prepare-se para mudanças de clima, pouco sinal de celular e postos de gasolina espaçados. Verifique as condições das estradas antes de sair.
O que devo levar para uma viagem de motorhome pelo oeste do Canadá?
Leve roupas em camadas para mudanças bruscas de clima, equipamento de chuva, spray para ursos, uma boa cafeteira e baixe mapas offline para zonas sem cobertura. Mesmo no final da primavera, nas zonas de montanha pode continuar nevando.
Posso levar um motorhome nos ferries da BC para Vancouver Island?
Sim, motorhomes são permitidos nos ferries da BC, mas como era nossa primeira experiência dirigindo um, preferimos alugar um carro para percorrer Vancouver Island. Isso tornou tudo mais simples e além disso pudemos nos hospedar em um lodge à beira da praia em Tofino.